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As Olimpíadas de Tóquio ainda nem começaram, mas já entraram para a história. De acordo com um levantamento feito pelo portal Outsports, esta edição terá pelo menos 142 atletas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer e não binários assumidos, algo inédito até então.
Na Rio-2016 eram 56 atletas LGBTQIA+ e em Londres-2012, 23. O número deste ano, portanto, é maior do que os das duas últimas somadas.
O recorde alcançado reflete a conscientização sobre os direitos da comunidade LGBTQIA+ na sociedade. A representatividade no mundo esportivo é um grande passo para o fim do ambiente machista, misógino e preconceituoso vivido por muitos atletas que precisam lutar contra a discriminação e, na maioria das vezes, esconder sua verdadeira identidade por medo.
Dos 25 países que estão enviando esportistas LGBTQIA+ para Tóquio, os Estados Unidos lideram a lista, com 34 atletas, seguido pelo Canadá, com 16, e depois Inglaterra e Países Baixos (Holanda, Bélgica e Luxemburgo), com 14.
O Brasil ainda apresenta um número tímido de atletas e emplaca o rótulo de ser o país que mais mata pessoas transexuais no mundo, de acordo com a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais).
Serão nove representantes brasileiros LGBTQIA+ assumidos no Japão: Babi Arenhart, do handebal, Isadora Cerullo (Izzy), do rugby, Silvana Lima, do surfe, Ana Marcela Cunha, da natação, Ana Carolina e Douglas Silva, do vôlei, além de Marta, Andressa Alves e Bárbara, do futebol feminino.Além do aumento de participantes, Tóquio terá a primeira participação de uma atleta transgênero em Jogos Olímpicos.
A neozelandesa Laurel Hubbard, do levantamento de peso, se classificou na categoria feminina acima dos 87kg. Ela, que chegou a competir na categoria masculina, antes da transição, se tornou elegível para a feminina, após demonstrar níveis de testosterona abaixo dos limites exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).Mais do que nunca, a capital do Japão será palco para que os atletas LGBTQIA+ possam mostrar que são peças fundamentais na construção de uma sociedade menos excludente e mais humana, para que as pessoas, de fato, entendam que os exemplos vão além de uma pista, quadra ou campo.
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